O futebol e eu

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Sempre gostei de futebol. Mentira. Sempre é muito tempo. Mas eu lembro do jogo que me fez dar mais atenção ao esporte. Em 1999, o Corinthians, meu time do coração, foi eliminado nas quartas de final pelo Palmeiras, em uma disputa de pênaltis.

Minha memória não é uma das melhores, mas lembro de ter chorado muito quando a disputa acabou. Não sei explicar bem o que senti naquela época. Eu tinha uns 13 anos, assistia poucos jogos, mesmo os do Corinthians, mas aquela partida era importante. Eu lembro bem da tristeza e dos fogos que a torcida do Palmeiras soltava em comemoração ao avanço do time na competição.

Fiquei muito tempo desiludida, acho que posso usar essa palavra. Anos depois retomei minha paixão pelo futebol. A do Corinthians sempre esteve viva. Demorei a admitir que gosto de assistir a jogos de outros times, que programas esportivos me interessam e que o humor que envolve futebol é o que me diverte. Hoje faço questão de deixar claro que gosto de tudo isso. Já fui até no Allianz, assistir jogos do Palmeiras. Isso mesmo, do Palmeiras.

Não me julgue como vira casaca, foram só duas vezes e por motivos familiares. Mas preciso admitir que gostei. Não por ser o Palmeiras, mas pela atmosfera de estar em um estádio, de assistir de perto uma partida de futebol, de ver a alegria da torcida, os jornalistas trabalhando e os jogadores fazendo seu papel.

Me emociono com facilidade - para não dizer que sou chorona - e da última vez que estive no Pacaembu, no Museu do Futebol, me emocionei. O futebol representa muita gente, fala por muitos, conta histórias de lugares, pessoas e épocas. Impossível entrar lá e não sentir o que o futebol representa.

Ah, me tornei bem corneteira. Muito mesmo. Mas isso tudo é amor. E sigo nesse mundo, tentando fazer a minha parte pra levar às pessoas um pouco desse amor.


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